# Manual de DNS gerenciado e DNSSEC na Edgium, passo a passo

> Aprenda o DNS gerenciado da Edgium: criar a zona, importar o arquivo, trocar os NS, ligar o DNSSEC com o DS e seguir as boas práticas de DNS.

Fonte: https://edgium.net/docs-dns

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[Edgium](https://edgium.net/) / Manual de DNS

# Manual de DNS na Edgium: DNS gerenciado, DNSSEC e boas práticas

DNS é o serviço que transforma o nome do seu site, como `example.com`, no endereço onde ele está. Se ele para, site, e-mail e sistemas param juntos. Este manual explica, sem pressa e sem jargão solto, como a Edgium cuida do DNS por você: criar a zona, trazer o que você já tem, ligar o DNSSEC e evitar os erros mais comuns.

Quer conhecer todas as opções de DNS da Edgium? Veja a página de [DNS gerenciado e DNS Slave](https://edgium.net/dns). As imagens usam dados de demonstração (domínio `example.com` e endereços de documentação).

## Conceitos em poucas palavras

Você não precisa decorar nada disto para usar o painel. Mas, com estas ideias, o resto do manual fica fácil. Os exemplos usam a loja fictícia `example.com`.

**Servidor autoritativo**

É o servidor que tem a resposta oficial sobre um domínio. Quando alguém pergunta "qual o endereço de `www.example.com`?", é ele quem responde de verdade. Os outros só repetem o que ele disse. Na Edgium, esse papel fica nos servidores anycast da rede.

**Zona**

É o "caderno" do domínio: a lista de registros (A, MX, TXT e os outros) de `example.com`.

**Primário (master) e secundário (slave)**

O primário é onde a zona é editada. O secundário guarda uma cópia e responde igual. Se você edita no painel da Edgium, a Edgium é o primário (DNS gerenciado). Se você edita no seu servidor e a Edgium só guarda a cópia, a Edgium é secundária (DNS Slave).

**NOTIFY, AXFR e IXFR**

NOTIFY é o aviso do primário: "mudei a zona". AXFR é a cópia da zona inteira. IXFR copia só o que mudou. Os três só importam quando existe um secundário.

**SOA e serial**

O SOA é o registro de controle da zona. O número de série (serial) sobe a cada mudança, e é por ele que um secundário sabe se está atrasado. O costume é usar a data mais dois dígitos, como `2026110601`. O SOA também traz *refresh* (de quanto em quanto tempo o secundário confere), *retry* (quando tenta de novo se falhar), *expire* (quando o secundário desiste de responder se não falar mais com o primário) e *minimum* (por quanto tempo um "não existe" fica guardado).

**TTL**

É o tempo, em segundos, que quem consulta pode guardar uma resposta antes de perguntar de novo. Um TTL de 300 significa 5 minutos. TTL baixo muda rápido, mas gera mais consultas. TTL alto é mais econômico, mas demora a valer. No painel o TTL vai de 60 a 86400 segundos.

**Delegação, NS e glue**

A delegação é o aviso, guardado no registro do domínio (o registrador), de quais servidores respondem por ele. Esses servidores são os registros NS. O glue é o endereço IP de um nameserver que tem o nome dentro do próprio domínio, como `ns1.example.com`: sem ele, a internet não teria como achar o nameserver.

## Delegação: como a internet acha o seu DNS

**O que é.** Quando você contrata um domínio, o registrador (por exemplo, o registro.br para domínios.br) guarda a lista de nameservers dele. É nessa lista que a internet descobre quem responde pelo seu DNS. Trocar de provedor de DNS é, no fundo, trocar essa lista.

**Exemplo.** A loja `example.com` contratou o DNS gerenciado da Edgium. No registrador, ela troca os nameservers antigos pelos que o painel mostra. A partir daí, quem pergunta pelo site da loja é mandado para a Edgium.

**O que a animação mostra, em ordem:**

1. O resolvedor (o servidor que atende o visitante) pergunta ao registro do domínio quem responde por `example.com`.
2. O registro devolve a lista de NS: os nameservers da Edgium.
3. O resolvedor pergunta a um deles qual é o endereço do site.
4. A Edgium responde com autoridade. Se houver um master oculto, ele só conversa com a Edgium e não aparece na delegação.

## DNS gerenciado: passo a passo

**O que é e para quem serve.** No DNS gerenciado, a zona do seu domínio fica na Edgium e você edita tudo no painel, com revisão antes de salvar, botão Desfazer e histórico. Serve para quem quer o DNS resolvido, sem manter servidor próprio, e para quem quer a rede anycast e o DNSSEC sem montar nada.

**Exemplo.** A loja `example.com` hoje tem o DNS no mesmo lugar da hospedagem. Quer um DNS mais rápido e protegido, e quer colocar a CDN da Edgium na frente do site. Ela vai de DNS gerenciado.

### Os passos

1. **Cadastre o domínio.** No painel, adicione o domínio (campo **Domínio**, botão **ADICIONAR**). A Edgium procura os registros que já existem e mostra o que achou: "A Edgium está procurando os registros DNS existentes...".
2. **Revise os registros.** É o passo "Revise os registros DNS". Confira se o que apareceu está certo e acrescente o que faltar. Ninguém sabe listar todos os nomes de um DNS, então a busca pode não achar tudo: compare com a zona atual.
3. **Troque os nameservers no registrador.** É o passo "Altere os nameservers". Veja a seção abaixo. Só depois dessa troca a internet passa a perguntar à Edgium.
4. **Espere e confira.** A Edgium confere a delegação sozinha. Quando ela é reconhecida, o domínio fica como delegado à Edgium e você pode ligar a CDN em um subdomínio.

### Trazer a zona que você já tem (importar arquivo)

Se você tem o arquivo de zona do DNS atual (o formato do BIND, com extensão `.zone`, `.txt`, `.db` ou `.bind`), não precisa digitar nada. Na aba **Zona DNS**, clique em **Importar arquivo de zona**, escolha o arquivo ou cole o texto e clique em analisar.

![Janela Importar arquivo de zona com o texto de uma zona colada](https://edgium.net/assets/img/dns/dns-10-importar-arquivo-pt.webp)

Importar arquivo de zona: cole o texto ou escolha o arquivo.

O painel mostra uma prévia e **não grava nada ainda**. Ela separa o que é novo, o que já existe igual, o que está em conflito e o que foi recusado. Os novos vêm marcados; você desmarca o que não quer e clica em **Aplicar alterações**. Tudo é aplicado de uma vez só e dá para desfazer logo depois.

![Prévia da importação com seis registros novos marcados e o botão Aplicar alterações](https://edgium.net/assets/img/dns/dns-11-importar-previa-pt.webp)

Prévia: nada é gravado até você aplicar.

- O registro SOA e os NS do domínio principal não são importados: a Edgium cuida deles.
- Registros de DNSSEC do arquivo são ignorados, porque o painel gera as chaves.
- O arquivo pode ter até 512 KB e 2.000 registros. As diretivas `$INCLUDE` e `$GENERATE` são ignoradas, com aviso.
- TTL fora da faixa de 60 a 86400 segundos é ajustado e marcado na prévia.

### Editar registros com segurança

Na aba **Zona DNS** você cria, edita e apaga registros A, AAAA, CNAME, MX, TXT, SRV e os outros, inclusive curinga (`*.example.com`). Ao editar, o painel mostra o valor **antes e depois** e só grava quando você confirma. Depois de salvar, o botão **Desfazer** devolve o valor anterior, e o **Histórico** mostra quem mudou o quê e quando. O guia completo está em [Gestor de DNS do painel](https://edgium.net/painel-dns).

Algumas regras que o painel faz valer por você: um CNAME não pode dividir o nome com outros registros (por isso nunca no domínio principal, que já tem SOA e NS), e os registros NS e SOA do domínio principal ficam protegidos.

### Trocar os nameservers no registrador

Esta é a única parte que você faz fora do painel da Edgium. O painel mostra os nameservers do seu domínio no quadro **Nameservers da Edgium**, com o texto "Para usar o DNS da Edgium, aponte os nameservers abaixo no registrador do domínio". Por exemplo, `a.edgium-dns.net` e `b.edgium-dns.net`.

1. Entre no painel do registrador (no registro.br, é a página do domínio, em alterar servidores DNS).
2. Escolha usar outros servidores DNS e substitua a lista pelos dois nameservers do painel. Não deixe nenhum nameserver antigo na lista.
3. Salve. A troca pode levar de alguns minutos a algumas horas para chegar a todos.
4. Se o domínio tem DNSSEC no provedor antigo, **tire o DS antes**. Veja os cuidados com o DNSSEC.

**Quer nameservers com o nome da sua empresa?** O painel tem o bloco **Nameservers personalizados**, para usar `ns1.example.com` e `ns2.example.com` em vez dos nomes da Edgium. Nesse caso o registrador pede o glue, o endereço IP de cada nameserver, e o painel avisa quando ele for necessário.

![Quadro Nameservers da Edgium e bloco Nameservers personalizados na aba Zona DNS](https://edgium.net/assets/img/dns/dns-slave-08-secundaria-nameservers-pt.webp)

Nameservers da Edgium: é isto que você cadastra no registrador.

## DNSSEC: o que é e como ligar

### O que é, em palavras simples

O DNSSEC é uma **assinatura** nas respostas do DNS. Ela prova duas coisas: que a resposta veio do dono da zona e que ninguém a trocou no caminho. É como o lacre de um envelope: o conteúdo continua legível, mas você sabe se foi aberto.

**O que ele protege.** Envenenamento de cache (alguém faz um servidor guardar um endereço falso), desvio de tráfego (o visitante vai para um servidor que não é seu) e, como consequência, site e e-mail falsos usando o seu nome.

**O que ele não protege.** Ele não esconde nem criptografa a consulta: quem está na rede ainda vê o nome que você perguntou. E ele não substitui o HTTPS, que protege a conversa com o site. Os dois se completam.

**Exemplo.** Sem DNSSEC, um atacante consegue fazer um provedor de internet guardar um endereço falso para `example.com`, e os clientes da loja caem numa cópia do site. Com DNSSEC, o resolvedor que valida percebe que a assinatura não confere e recusa a resposta.

### Como funciona: a cadeia de confiança

A zona tem uma **chave**. O servidor assina os registros com ela e publica a assinatura (registro **RRSIG**) e a parte pública da chave (registro **DNSKEY**). Quem confere precisa confiar nessa chave, e é aí que entra o **DS**: uma impressão digital da chave, guardada no registrador e assinada pelo.br (ou.com,.net...). O.br, por sua vez, tem o DS assinado pela raiz do DNS, cuja chave todo resolvedor já conhece. É uma corrente: raiz,.br, o seu domínio, a resposta.

Em geral há duas chaves: a KSK, que assina a outra chave, e a ZSK, que assina os registros. Também é comum usar uma chave só, a CSK, que faz os dois papéis. O painel da Edgium gera as chaves por você e mostra o tipo da chave junto do DS. Você não precisa guardar nem trocar chave à mão.

**O que a animação mostra, em ordem:**

1. O resolvedor já confia na chave da raiz do DNS.
2. A raiz assina o DS do.br, e o resolvedor passa a confiar no.br.
3. O.br assina o DS de `example.com.br`, o registro que você publica no registrador.
4. A zona assina a resposta (RRSIG). Como a chave bate com o DS, a resposta é aceita. Se qualquer elo falhar, o resolvedor recusa.

### Como ligar o DNSSEC na Edgium

**Antes de começar.** O DNSSEC vale para zona gerenciada pela Edgium (DNS gerenciado). O domínio precisa estar com o DNS da Edgium ligado.

1. **Ligue o DNSSEC.** Na aba **Zona DNS**, no bloco **DNSSEC**, mude a chave de Desativado para Ativado. A Edgium cria as chaves e assina a zona.
2. **Copie o DS.** O painel mostra o **Registro DS**, com o botão de copiar. Ele traz quatro dados: key tag, algoritmo, tipo de digest e o digest em hexadecimal, como em `12345 13 2 49FD46E6C4B4...`. O painel pode mostrar mais de um DS (digest tipo 2 e tipo 4): publique o tipo 2 se o registrador aceitar só um.
3. **Publique o DS no registrador.** Veja abaixo o caminho no registro.br e num registrador genérico.
4. **Confira.** Depois de alguns minutos, teste com `dig` ou numa ferramenta online (veja Como testar).

![Bloco DNSSEC da aba Zona DNS com a chave Ativado e a explicação do DS](https://edgium.net/assets/img/dns/dns-12-dnssec-ligado-pt.webp)

Bloco DNSSEC: ligue e copie o DS.

![Campos do DNSSEC no painel: Registro DS, Algoritmo e Chave Pública, cada um com botão de copiar](https://edgium.net/assets/img/dns/dns-13-dnssec-ds-pt.webp)

O Registro DS é o que o registrador pede. Os valores da imagem são de demonstração.

#### No registro.br (domínios.br)

1. Entre no painel do registro.br e abra o domínio.
2. Na parte de servidores DNS, confirme que os nameservers são os da Edgium.
3. Abra a seção de DNSSEC e cadastre o DS: key tag, algoritmo (13), tipo de digest (2) e o digest, copiados do painel da Edgium.
4. Salve e espere a publicação.

#### Em outro registrador

Procure por "DNSSEC" ou "DS records" nas configurações do domínio. Alguns registradores pedem os quatro campos separados, outros aceitam a linha inteira do DS, e outros pedem a chave pública (DNSKEY). O painel mostra o **Registro DS** e a **Chave Pública**, então você tem as duas formas. Os nomes dos menus mudam de um registrador para outro.

## DNSSEC e o DNS Slave

O DNS Slave existe no painel como **zona secundária**: a Edgium guarda a cópia de uma zona que você edita no seu próprio servidor. Nessa zona, a chave do DNSSEC fica **desabilitada**, porque quem assina é o primário. Na prática, **o DNSSEC é uma função do DNS gerenciado**, em que a Edgium é o primário da zona.

## Como testar o DNSSEC

Use um terminal com o `dig` (ou o `delv`, que faz a validação inteira) e, se preferir, um site de verificação.

```
# 1) A zona publica a chave?
dig +short DNSKEY example.com @a.edgium-dns.net

# 2) O pai (registrador) publica o DS?
dig +short DS example.com

# 3) A resposta vem assinada? Procure a linha RRSIG
dig +dnssec example.com A @a.edgium-dns.net

# 4) Um resolvedor que valida aceita? Procure a flag "ad"
dig example.com A @1.1.1.1

# 5) Validação completa, passo a passo
delv example.com A
```

**Como ler.** No passo 2, uma linha como `12345 13 2 49FD46E6...` é o DS no pai: se estiver vazio, o registrador ainda não publicou. No passo 3, a presença de `RRSIG` mostra que a resposta está assinada. No passo 4, a flag `ad` (authenticated data) nos cabeçalhos quer dizer que o resolvedor validou a cadeia. No `delv`, o resultado esperado é `fully validated`; `resolution failed` ou `broken trust chain` aponta DS errado ou ausente. Se o domínio ficou fora do ar depois de ligar, veja Erros comuns.

**Sites de verificação.** O [DNSViz](https://dnsviz.net/) e o [Verisign DNSSEC Debugger](https://dnssec-debugger.verisignlabs.com/) desenham a cadeia e apontam o elo que falhou. Digite o domínio e leia o resultado: verde é cadeia completa; vermelho mostra onde quebrou.

## Quem precisa de DNSSEC

- **Bancos e meios de pagamento.** O domínio é o endereço onde o cliente confia. Um desvio de DNS leva a um site falso com o nome do banco. Por isso o DNSSEC é padrão no setor.
- **Governo, justiça e saúde.** Sistemas públicos e de dados sensíveis são alvo frequente de desvio. O DNSSEC protege o caminho até o serviço.
- **E-mail com DANE ou MTA-STS.** O DANE publica no DNS a chave do servidor de e-mail e só funciona com DNSSEC. O MTA-STS, que obriga criptografia no envio, fica mais forte com o DNS assinado.
- **Domínio de marca.** Quem tem um nome conhecido e muita gente confiando nele ganha uma camada extra contra desvio.
- **Domínios.br com exigência.** Segundo o Registro.br, o DNSSEC é obrigatório nas categorias B.BR, BET.BR, DEF.BR, JUS.BR, LEG.BR, MP.BR e TC.BR, e opcional nas demais. Confira a regra atual da sua categoria na página de categorias do [Registro.br](https://registro.br/dominio/categorias/).

## Cuidados com o DNSSEC

**1. Nunca troque de provedor com o DS antigo no lugar.** Se os nameservers novos não têm a chave do DS que está no registrador, quem valida DNSSEC recusa as respostas e o domínio parece fora do ar. A ordem segura é: tirar o DS, esperar o TTL, trocar os NS e só então ligar o DNSSEC no novo provedor e publicar o DS novo.

**O que a animação mostra, em ordem:**

1. Tire o DS do provedor antigo no registrador.
2. Espere o TTL do DS (o tempo que os caches guardam a informação, em geral até 1 dia) para ele sumir de todo lugar.
3. Troque os nameservers para o novo provedor, com a zona já pronta lá.
4. Ligue o DNSSEC no novo provedor e publique o DS novo.

O painel protege você de um erro parecido: ao desligar o DNSSEC, ele pergunta "Desligar o DNSSEC?" e avisa "Retire antes o registro DS no registrador do domínio. Com o DS lá e o DNSSEC desligado aqui, o domínio para de resolver."

**2. Desligar com segurança.** Tire o DS no registrador, espere o TTL do DS passar e só então desligue o DNSSEC na zona. Nunca o contrário.

**3. DS errado.** Se o DS cadastrado não bate com a chave da zona (digitado errado, copiado de outra zona, chave trocada), o resultado é o mesmo: domínio fora do ar para quem valida. Copie sempre o DS do painel, pelo botão de copiar, e confira com `dig DS`.

**4. Troca de chave (rollover).** Chaves podem ser trocadas de tempos em tempos. Troque sempre mantendo uma chave válida durante a transição e só publique um DS novo quando a equipe da Edgium orientar. Se você receber um aviso de troca ou precisar trocar a chave, fale antes com [suporte@edgium.net](mailto:suporte@edgium.net).

**5. TTL.** TTL alto no DS e nos NS atrasa qualquer correção. Antes de mudanças grandes, reduza o TTL com antecedência.

## Boas práticas de DNS

1. **TTL por tipo, e antes de mudanças.** Registros que quase não mudam (MX, TXT de SPF, NS) podem ter TTL de 1 hora a 1 dia. Registros que você troca com frequência (A de um site em migração) ficam em 5 minutos. **Antes de uma mudança planejada**, baixe o TTL um dia antes, faça a troca e suba de novo depois. Exemplo: a loja vai trocar o servidor do site; um dia antes ela põe o TTL do A em 300 e, no dia, a troca vale em minutos.
2. **Serial no formato AAAAMMDDnn.** Se você mantém a zona num servidor próprio, use a data mais dois dígitos (`2026110601`) e suba o número a cada mudança. Serial que volta para trás faz o secundário ignorar a mudança. No DNS gerenciado, a Edgium cuida do serial.
3. **Pelo menos dois nameservers, em redes diferentes.** Com um nameserver só, uma falha derruba tudo. Com dois, mas na mesma rede ou no mesmo datacenter, uma falha de rede derruba os dois. A Edgium responde por uma rede anycast, com o mesmo IP em vários pontos, no Brasil e no exterior.
4. **DNSSEC com cuidado na troca.** Ligue o DNSSEC em domínios importantes e siga a ordem segura de troca de provedor e de chave, descrita acima.
5. **CAA: quem pode emitir certificado.** O registro CAA diz quais autoridades certificadoras podem emitir certificado para o seu domínio. Se você usa o certificado automático da CDN da Edgium, autorize o Let's Encrypt, por exemplo `example.com. CAA 0 issue "letsencrypt.org"`. Se existir um CAA que não autoriza o Let's Encrypt, o painel avisa e o certificado não é emitido até você corrigir.
6. **SPF, DKIM e DMARC para o e-mail.** SPF (`v=spf1 mx -all`) diz quem pode enviar e-mail pelo domínio. DKIM assina cada mensagem. DMARC diz o que fazer com mensagem que falha nos dois. Sem eles, e-mail legítimo cai em spam e o seu domínio fica fácil de falsificar. Comece o DMARC em `p=none` para observar e endureça aos poucos.
7. **Não use CNAME no domínio principal.** O domínio principal (o "apex", `example.com` sem nada antes) já tem SOA e NS, e o CNAME não pode dividir o nome com outros registros. Use registros A e AAAA. Na CDN da Edgium, o domínio principal funciona sem CNAME.
8. **Evite registros órfãos.** Um CNAME que ainda aponta para um serviço que você cancelou pode ser tomado por outra pessoa (o chamado *subdomain takeover*), que passa a publicar conteúdo no seu nome. Revise a zona de tempos em tempos e apague o que não usa. O histórico do painel ajuda a saber o que cada registro é.
9. **Contato do domínio e renovação em dia.** De nada adianta um DNS perfeito se o domínio vence. Mantenha o e-mail do titular atualizado no registrador e ligue a renovação automática ou um lembrete.
10. **Monitore.** Teste de tempos em tempos (`dig` em cada nameserver), observe o serial nos secundários e acompanhe o uso na aba Analytics do painel.

## Erros comuns e como resolver

### O domínio não resolve depois de ligar o DNSSEC

Quase sempre o DS no registrador está errado ou sobrando. Confira com `dig DS example.com` e compare com o painel. Se não der para corrigir na hora, tire o DS no registrador: o domínio volta quando o TTL passar.

### A internet ainda mostra o DNS antigo

A troca de nameservers e o TTL levam tempo. Confira o que o registrador publica com `dig NS example.com` e pergunte direto à Edgium com `dig example.com @a.edgium-dns.net`. Se a Edgium responde certo e o resto não, é questão de esperar o cache.

### Delegação lame (lame delegation)

Acontece quando o registrador aponta para um nameserver que não tem a zona e responde sem autoridade. Confira se todos os nameservers listados no registrador são os que o painel mostra e se a zona existe nos dois.

### O painel recusou um registro

A mensagem aparece no campo, dizendo o que corrigir. Os motivos mais comuns são um CNAME dividindo o nome com outro registro, TTL fora de 60 a 86400 e um valor com formato inválido.

### Certificado não emite na CDN

Veja se existe um CAA que não autoriza `letsencrypt.org` e se o domínio já está delegado à Edgium.

**O que mandar para o suporte.** Se não resolver, escreva para [suporte@edgium.net](mailto:suporte@edgium.net) com: o domínio, o que você esperava e o que aconteceu, a hora, e a saída dos comandos `dig NS example.com`, `dig DS example.com` e `dig example.com @a.edgium-dns.net`.

## Precisa de ajuda?

Para dúvidas e erros, escreva para [suporte@edgium.net](mailto:suporte@edgium.net). Mais guias: [DNS gerenciado e DNS Slave](https://edgium.net/dns), [gestor de DNS do painel](https://edgium.net/painel-dns) e [ativar um subdomínio na CDN](https://edgium.net/painel-ativacao).

## Perguntas frequentes

### O que é o DNS gerenciado da Edgium?

É o serviço em que a zona do seu domínio fica na Edgium e você edita os registros no painel, com revisão antes de salvar, Desfazer e histórico. As respostas saem de uma rede anycast, com pontos no Brasil e no exterior.

### Posso importar a zona que já tenho?

Sim. Na aba Zona DNS, use Importar arquivo de zona e cole ou envie o arquivo no formato BIND. O painel mostra uma prévia, não grava nada até você aplicar e permite desfazer logo depois.

### Como ligo o DNSSEC?

Na aba Zona DNS, no bloco DNSSEC, mude a chave para Ativado. Copie o Registro DS que o painel mostra e cadastre no registrador do domínio. Depois confira com dig ou no DNSViz.

### O DNSSEC criptografa a consulta de DNS?

Não. Ele assina as respostas para provar que vieram do dono da zona e não foram trocadas, mas a consulta continua visível. Ele também não substitui o HTTPS.

### Como desligo o DNSSEC com segurança?

Tire o registro DS no registrador, espere o TTL do DS passar e só então desligue o DNSSEC na zona. Desligar na zona com o DS ainda no registrador deixa o domínio fora do ar.

### Dá para ter DNSSEC no DNS Slave?

No painel, não: a chave do DNSSEC fica desabilitada em zona secundária. O DNSSEC é uma função do DNS gerenciado.

### Como evito derrubar o domínio ao trocar de provedor de DNS?

Se há DNSSEC, siga a ordem: tire o DS, espere o TTL, troque os nameservers e então ligue o DNSSEC no novo provedor e publique o DS novo.

## Quer migrar o seu DNS?

Conte quantas zonas você tem e onde elas estão hoje. A gente indica o caminho e acompanha a troca.

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