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Analytics e Logs do WAF: como ler e o que fazer

O Analytics e os Logs do WAF mostram como o seu site está sendo entregue, se uma falha vem do seu servidor ou da CDN, o que o cache economiza e o que a proteção barrou. Esta página explica cada bloco e o que fazer com o que você vê.

Todas as imagens foram feitas em um ambiente de demonstração, com dados fictícios: domínios de exemplo, endereços de documentação e tráfego simulado. Os números servem para ilustrar a leitura e não representam nenhum cliente.

Neste guia

Outros guias do painel:

Analytics: as quatro perguntas

O Analytics responde, na ordem em que aparecem na tela:

  1. Quanto o meu site foi acessado e como foi entregue? (Resumo)
  2. Se algo está lento ou com erro, o problema é o meu servidor ou a CDN? (Saúde da origem)
  3. O cache está ajudando? (Tráfego e cache)
  4. Quem está acessando? (Países, endereços, HTTP e HTTPS)

Dois conceitos ajudam na leitura. A origem (ou upstream) é o seu servidor, de onde a CDN busca o que ainda não está guardado em cache. O cache é a cópia que a CDN guarda para entregar mais rápido: quanto mais acessos saem do cache, menos trabalho o seu servidor tem.

Período, filtros e atalhos

No alto da tela você escolhe o período (6 horas, 24 horas, 7 dias ou 30 dias) e refina com + Filtro. Os filtros viram etiquetas removíveis, e o endereço da página guarda o que você escolheu: dá para copiar o link e mandar para um colega.

Filtros disponíveis: status (por exemplo 502, 5xx, 404 ou 4xx), caminho (parte do endereço da página), país e IP, entre outros. Clicar em um país, IP, caminho ou servidor dentro dos gráficos também aplica o filtro.

Os atalhos deixam a tela pronta para as perguntas mais comuns:

AtalhoPara que serve
Só erros 5xxMostra só as requisições em que houve falha do lado do servidor.
Só lentas (1 s ou mais)Mostra só o que demorou um segundo ou mais. Ótimo para achar a página que pesa.
Bloqueadas pelo WAFMostra só o que a proteção barrou.
IP com mais requisiçõesMostra quem mais acessa, para separar visitante comum de robô.
Tela do Analytics com período, atalhos, os cinco cartões do Resumo, a seção Saúde da origem e o gráfico de erros ao longo do tempo
Resumo, atalhos e saúde da origem.

Só lentas: o atalho filtra as requisições de 1 segundo ou mais. O Resumo inteiro passa a falar só dessas requisições, então "Tempo de resposta" mostra o quanto elas demoram, não a média geral.

Analytics com o atalho Só lentas aplicado
Atalho Só lentas aplicado.

Bloqueadas pelo WAF: o mesmo vale aqui. Todos os números passam a descrever apenas o que foi bloqueado, o que ajuda a ver o volume e o tamanho desse tráfego.

Analytics com o atalho Bloqueadas pelo WAF aplicado
Atalho Bloqueadas pelo WAF aplicado.

Resumo: os cinco números

CartãoO que significaComo interpretar
RequisiçõesQuantas vezes o seu site foi acessado.Queda brusca costuma indicar problema de acesso ou de DNS. Alta repentina pode ser campanha ou robô.
Dados entreguesVolume enviado aos visitantes.É o que pesa na sua franquia de tráfego.
Taxa de cachePercentual dos dados que saiu do cache.Quanto maior, menos carga no seu servidor e mais rápido para o visitante.
Erros 5xxPercentual de requisições com falha do lado do servidor.O ideal é perto de zero.
Tempo de respostaMédia das requisições que a CDN precisou buscar na sua origem.Quem sai do cache é rápido e não entra nessa média.

Cada cartão compara com o período anterior e traz uma linha "o que olhar".

Saúde da origem: é o seu servidor ou a CDN?

É a parte mais útil quando algo parece errado. No topo da seção há uma frase de diagnóstico dos últimos 60 minutos, por exemplo:

"Nos últimos 60 min, 1,8% das requisições (11 de 616) retornaram erro 5xx, acima do limite de 1%. Isso costuma indicar problema na sua origem; verifique o servidor."

Como lemos esses números: a janela é de 60 minutos; só avaliamos quando há pelo menos 100 requisições, para a conta não enganar com poucos acessos; alertamos quando os erros 5xx passam de 1%; e apontamos uma origem específica quando ela concentra 80% ou mais dos erros. Os critérios aparecem na própria tela.

Abaixo da frase há botões úteis: Abrir a aba Upstreams, Falar com o suporte e Ver erros de origem nos Logs do WAF.

Erros ao longo do tempo: 502, 503, 504 e 499

O gráfico mostra uma linha por tipo de erro. Leia assim: se uma linha sobe e fica alta, o problema costuma estar no servidor de origem, não na CDN. Picos que se repetem no mesmo horário apontam para uma tarefa agendada, um backup ou um pico de acesso que o servidor não aguenta. Clique em "O que significam 502, 504, 503 e 499 e o que fazer" para abrir a explicação dentro da própria tela.

Gráfico de erros da origem com a explicação aberta de cada código: 502, 503, 504 e 499
Gráfico de erros da origem com a explicação de cada código.

Guia dos erros: o que significa e o que fazer

Erros 5xx: falha do lado do servidor

Sempre merecem atenção.

CódigoO que aconteceuO que fazer
502A CDN tentou falar com o seu servidor e ele recusou, fechou a conexão ou devolveu uma resposta inválida.Confira se o servidor e o serviço do site estão no ar, se a porta está liberada no firewall do servidor para a Edgium e se a aplicação não reinicia sob carga.
503O servidor está indisponível ou sobrecarregado, ou a CDN não encontrou nenhuma origem ativa para atender.Abra a aba Upstreams e veja se há origem ativa. Verifique também manutenção em andamento ou limite de conexões atingido.
504O servidor demorou demais para responder.Procure consultas lentas, rotinas pesadas ou falta de recursos (memória, processador). Use "Caminhos mais lentos" para achar a página responsável.

499: o visitante desistiu

Não é erro do servidor nem da CDN: a pessoa fechou a página, trocou de tela ou perdeu a conexão antes de receber a resposta. Alguns são normais. Muitos 499 indicam lentidão: o visitante cansou de esperar. Olhe o tempo de resposta e os caminhos mais lentos.

Erros 4xx: o pedido tem algum problema

Em geral não indicam servidor fora do ar, e sim o que foi pedido. Para investigar, use o filtro Status com 4xx (ou um código específico) e veja os caminhos e a lista de requisições recentes.

CódigoSignificado comumO que fazer
400Pedido malformado.Se for muito frequente e vier de um único IP, pode ser robô. Se vier de visitantes, verifique formulários e integrações.
401 e 403Acesso não autorizado ou proibido.Confira se a página exige login e se algum bloqueio no seu site ou no WAF está barrando quem não deveria (veja os Logs do WAF).
404Página não encontrada.Muitos 404 em páginas que deveriam existir indicam links quebrados ou mudança de endereço sem redirecionamento. Muitos 404 em caminhos estranhos costumam ser robôs procurando falhas, o que em geral é inofensivo.
429Muitas requisições em pouco tempo.Costuma ser o limite de taxa do seu próprio site ou de uma integração que insiste demais.

Dica: compare 4xx e 5xx. Se os 5xx sobem junto com a lentidão, o foco é o servidor. Se só os 4xx sobem, o foco é o que está sendo pedido: links, robôs, integrações.

Velocidade da origem e onde o tempo é gasto

  • Velocidade da origem mostra três medidas: p50 (o tempo típico: metade das requisições é mais rápida que isso), p95 (95% das requisições são mais rápidas que isso) e p99 (os casos mais lentos). Se o p95 e o p99 sobem enquanto o p50 fica estável, poucos acessos estão lentos, em geral uma página ou consulta específica.
  • Onde o tempo é gasto divide a espera em conexão com a origem, processamento e envio da resposta. Conexão alta aponta para rede ou servidor saturado. Processamento alto aponta para a aplicação. Envio alto aparece em respostas grandes ou banda limitada.

Cada origem (upstream)

A tabela compara as suas origens lado a lado: requisições, erros 5xx, 502, 503, 504, 499, taxa de erro, retentativas e tempos p50, p95 e p99. Leia assim: uma origem com taxa de erro alta enquanto as outras estão limpas é a que precisa de atenção. Retentativas indicam que a CDN precisou tentar outra origem para completar o pedido.

Tabela de saúde por origem com requisições, erros, taxa de erro, retentativas e tempos p50, p95 e p99
Saúde por origem (upstream).

Logo abaixo, Conexões derrubadas pela origem resume as falhas ao conversar com o seu servidor: conexão recusada, fechada no meio, reiniciada, tempo esgotado ou nenhuma origem ativa. Costumam indicar servidor reiniciando, sem processos livres ou bloqueio de firewall.

Caminhos com mais erros e caminhos mais lentos

  • Caminhos com mais erros 5xx: comece por aqui. Costuma ser uma página, uma rota de API ou uma consulta específica. Clique para filtrar.
  • Caminhos mais lentos: ordenados pelo tempo p95. São bons candidatos para otimizar no servidor ou para colocar em cache.

Os caminhos são agrupados para facilitar a leitura: por exemplo, /produtos/:n representa todas as páginas de produto.

O que mais vai ao seu servidor

A lista mostra as páginas e arquivos que não saíram do cache e foram buscados no seu servidor. É uma das formas mais rápidas de ganhar desempenho: se aparecem imagens, scripts ou páginas que poderiam ser guardados, ajuste os cabeçalhos de cache do seu site (ou o tempo de cache na aba Cache) para que a CDN passe a guardá-los.

Lista das páginas e arquivos que mais são buscados na origem por não estarem em cache
Páginas e arquivos que mais vão à origem.

Quem acessa: países, endereços e HTTPS

  • De onde vêm os acessos: países em ordem de requisições, com o mapa ao lado. Muito acesso de um país onde você não atende pode ser robô. Clique em um país para filtrar.
  • IPs que mais acessam: um IP com volume muito acima dos demais pode ser robô, integração ou ataque. A lista mostra também o número aproximado de visitantes únicos.
  • HTTP e HTTPS: o ideal é todo o acesso por HTTPS. O HTTP aparece quando o visitante digita o endereço sem https antes do redirecionamento.
Mapa de acessos por país, lista dos IPs que mais acessam e divisão entre HTTP e HTTPS
Mapa de acessos, IPs que mais acessam e HTTP/HTTPS.

Bloqueios de segurança dentro do Analytics

O bloco Bloqueios de segurança conta quantos acessos o WAF barrou, quantos eventos apenas foram registrados em modo de aprendizado (sem bloquear) e quantas conexões foram encerradas sem resposta (444). Se há um pico fora do padrão, pode ser ataque. Para entender o que foi barrado, abra os Logs do WAF pelo botão ao lado.

Logs do WAF: como achar, ler e decidir

O WAF é a proteção que analisa cada pedido ao seu site e barra o que parece ataque, como tentativas de injetar comandos em formulários. Os Logs do WAF mostram o que foi barrado e por quê. Para chegar lá, use o botão de logs do WAF na tela inicial da CDN ou, dentro do Analytics, o botão Abrir Logs do WAF.

Logs do WAF com contadores de bloqueios, filtros e rankings por regra, por URL e por subdomínio
Logs do WAF: contadores, regras, endereços e subdomínios.

Como achar um bloqueio

Há duas abas: Bloqueios do WAF (o que a proteção barrou) e Erros de origem (5xx) (falhas do seu servidor, separadas para não se misturarem aos bloqueios). Os filtros levam ao que importa:

  • Período: de algumas horas a alguns dias.
  • Subdomínio: um específico ou todos.
  • Regra: o número da regra.
  • URL contém e IP: para quando você já sabe qual página ou qual visitante procura.
  • Só com motivo registrado: mostra apenas os registros com detalhe.

No alto há um resumo com os bloqueios no período, quantos têm motivo registrado e quantos não têm. Em seguida vêm os rankings Por regra, Por URL e Por subdomínio: se uma regra ou página domina o ranking, é por ela que se começa. Dá para exportar a lista em CSV.

Como ler o motivo e a regra

Cada linha traz hora, subdomínio, endereço pedido, motivo (a categoria da regra) e o IP completo do visitante. Clique em uma linha para ver o detalhe:

Detalhe de um bloqueio do WAF com o número e o nome da regra, o que ela detecta e um exemplo
Detalhe de um bloqueio: o que a regra detecta e um exemplo.
  • Número e nome da regra (por exemplo, "1001 double quote"): identifica o que foi detectado.
  • O que detecta: explicação em português do padrão que disparou a regra.
  • Exemplo: um trecho típico do que a regra procura.
  • Mais abaixo, o painel orienta o que verificar no seu site.

O botão O que significa cada regra abre o catálogo completo das regras, em português. As categorias mais comuns:

CategoriaO que a regra procura
SQLTrechos típicos de tentativa de mexer no banco de dados do seu site por formulários e endereços.
XSSTentativas de injetar scripts nas suas páginas.
TRAVERSALTentativas de sair da pasta do site para ler outros arquivos, por exemplo com sequências ../.
WAF (geral)Pedidos malformados ou fora do padrão, como formato de dados desconhecido e caracteres inválidos.

Como decidir: ataque ou uso legítimo?

Faça três perguntas diante de um bloqueio:

  1. A URL é do meu site? Caminhos que você não reconhece, como /xmlrpc.php em um site que não usa essa tecnologia ou /.git/config, são varreduras de robôs. O bloqueio está correto e não há nada a fazer.
  2. O pedido vem de uma funcionalidade real do meu site? Se o endereço é seu e o bloqueio atinge um formulário, um editor de texto ou uma integração que você usa, anote a URL, a regra e o IP e fale com a gente. A equipe ajusta a regra com segurança.
  3. Quantos IPs e com que frequência? Muitas tentativas de um mesmo IP em sequência são varredura. Um único bloqueio isolado em um endereço seu, de um visitante real, merece análise.

Modo aprendizado: na aba WAF do subdomínio, o modo aprendizado registra o que seria bloqueado sem bloquear nada. É uma forma segura de testar antes de proteger. Os eventos desse modo aparecem no Analytics separados dos bloqueios.

Perguntas frequentes

O que significa o erro 502 no Analytics?

A CDN tentou falar com o seu servidor e ele recusou, fechou a conexão ou devolveu uma resposta inválida. Confira se o servidor e o serviço do site estão no ar, se a porta está liberada no firewall para a Edgium e se a aplicação não reinicia sob carga.

O que significa o erro 504?

O seu servidor demorou demais para responder. Procure consultas lentas, rotinas pesadas ou falta de recursos e use a lista de caminhos mais lentos para achar a página responsável.

O que significa o erro 503?

O servidor está indisponível ou sobrecarregado, ou a CDN não encontrou nenhuma origem ativa. Abra a aba Upstreams e veja se há origem ativa.

O que é o 499?

O visitante desistiu: fechou a página, trocou de tela ou perdeu a conexão antes de receber a resposta. Muitos 499 indicam lentidão.

Como sei se o problema é do meu servidor ou da CDN?

A seção Saúde da origem do Analytics avalia os últimos 60 minutos e avisa quando os erros 5xx passam de 1%, apontando a origem que concentra a maior parte deles.

Como saber se um bloqueio do WAF foi ataque?

Veja se a URL é do seu site, se o pedido vem de uma funcionalidade real e quantos IPs e com que frequência. Caminhos que você não reconhece e muitas tentativas de um mesmo IP são varredura de robôs.

Ainda não tem conta no painel?

As contas são criadas pela equipe da Edgium. Conte o seu domínio e a gente prepara o acesso e um teste com o seu site.